Comunidad Valenciana

"O" lugar para comer a autêntica paella espanhola!

A Comunidade Valenciana inclui três províncias – Alicante, Castellón e Valencia –, cujas capitais estão entre as cidades mais importantes dessa comunidade autônoma espanhola, com destaque também para outras de grande importância histórica e patrimonial, como Sant Mateu, Peníscola, Gandia, Alcoi, Santa Pola, Cullera e Benidorm. Graças à bela costa litorânea com mais de 500 km, o turismo é um dos marcos da economia regional; a Costa Blanca (Alicante, Denia, Benidorm, Torrevieja) e a Costa del Azahar (Vinaroz, Peñiscola, Benicassim) são ricas em praias, entretenimento e centros turísticos, sem contar os 22 parques nacionais espalhados pela região e os três locais declarados Patrimônios Mundiais pela UNESCO: a Lonja de la Seda de Valencia, o Palmeiral de Elche e a arte pré-histórica da Bacia do Mediterrâneo na Península Ibérica.No dia 9 de outubro é celebrado o Dia da Comunidade Valenciana, data em que o Rei Jaime I entrou na cidade de Valencia após a expulsão dos muçulmanos (mouros) em 1238, cidade sede de toda a comemoração, com direito a touradas, encenações da expulsão dos árabes e a retomada da cidade pelos cristãos, além de muitos fogos de artifício.
Na mesma província, porém na cidade de Buñol, também ocorre todo ano outro famoso evento: é a La Tomatina, celebrada na última quarta feira de agosto, que consiste no arremesso de tomates entre os participantes, inclusive cultivados propriamente para essa finalidade, pois pertencem a uma espécie que não é muito boa para consumo. As ruas ficam parecendo um grande caldeirão de molho de tomate e acredite ou não, essa festa é uma das que mais atrai turistas do mundo todo à Espanha. Por falar em atrair pessoas, quem resiste ao cheirinho de uma boa paella? Além de ser o prato mais típico da Espanha, ela também é a cara da região de Valencia, que possui muitas plantações de arroz, por isso o nome da receita clássica é Paella Valenciana.
E a agricultura da província não está voltada apenas para o arroz: as melhores laranjas de todo o país vêm dela também, tanto é que de janeiro a maio é realizada a Rota da Laranja, na cidade de Carcaixent. Valencia foi fundada em 138 a.C., e atualmente é considerado o terceiro maior município da Espanha, além de ser uma das cidades que mais tem a cara do século 21, a começar pelo Ciutad de les Artes i les Ciències, um ambicioso projeto de renovação de um bairro relativamente decadente criado pelo arquiteto Santiago Calatrava, e que é o marco da parte moderna de Valencia. Apesar dos valencianos serem o povo que mais segue à risca o costume da siesta, existe uma infinidade de atrações para ver antes, durante e depois dela, como o Centro Histórico, chamado de Barrio del Carmen, com antigas muralhas e torres em seus dois extremos, onde está a Catedral da cidade.
Perto dela há o sítio arqueológico L’Almoina, no qual é possível conhecer a história romana de Valencia em ruínas muito bem conservadas; ainda no centro também está o edifício mais famoso da cidade, a Lonja de La Seda, além do Mercado Central, com boas opções baratas para quem quer degustar a gastronomia local e não quer gastar muito. Uma das praças mais grandiosas do país é a Plaza del Ayuntamento, sede da prefeitura de Valencia e de outros belíssimos exemplos da arquitetura espanhola do séculos IX; por trás dela está a Carrer del Poeta, rua que abriga todas as lojas de alto luxo da cidade e caminho para a Plaza Museo del Patriarca, local do museu que leva o mesmo nome, bem como a Universidade de Valencia. Depois da Catedral, o templo mais famoso é a Iglesia de Santa Catarina, de onde é possível ter uma vista 360 graus de Valencia, e a subida da torre custa apenas 2 euros. Um dos pontos turísticos que é possível ver do alto da igreja é a Plaza Redona, um mercado ao ar livre que forma uma espécie de “buraco” redondo em meio à aglomeração dos prédios da cidade, com diversos tipos de estabelecimentos como bares, restaurantes, cafés, além de uma fonte recentemente reformada.
Outro espetáculo da arquitetura é o Mercat Central, onde grande parte dos valencianos faz suas compras da semana, além de ter algumas lojas especiais com produtos da região, como vinhos e cavas (“primo” espanhol do champagne francês), presuntos e queijos. Por último e não menos importante, La Llotja de Mercaders é um prédio onde ocorriam todos os trâmites comerciais da cidade, com influências árabes e mouriscas evidentes em sua estrutura, e dividido em diversas partes: um salão principal, jardins repletos de laranjeiras, uma espécie de porão e até uma corte de julgamento, localizada na parte superior do edifício. As Fallas são as festas de Valencia, conhecidas por ocupar as ruas da cidade com figuras satíricas feitas de papel machê, e que ao final das festas são completamente queimadas.
Todo ano um boneco é escolhido para fazer parte da coleção do Museo Fallero, por isso esse é um excelente lugar para conhecer a maravilhosa arte das Fallas. Assim como a paella é a cara da província de Valencia, a receita típica da cidade é a Horchata, bebida refrescante feita à base de chufa (um tubérculo), açúcar e água, com um aspecto leitoso e paladar bastante peculiar, que vem sempre acompanhada de um Fartón, pão não muito doce, polvilhado com açúcar. Há até uma horchataria tradicional em Valencia, chamada Santa Catalina, que fica na Plaza de Santa Caterina; dentro e fora do Mercado Central há também deliciosas horchaterias.